

LEIAM A CONTINUAÇÃO DESTA MATÉRIA NO LINK:
As provas de que o homem realmente pisou na Lua nas missões Apollo não são poucas. Uma delas é esta rocha ígnea intrusiva, o Anortosito Ferroso Lunar - Plagioclase Feldspato - coletado pela Apollo 16 no planalto lunar, perto da cratera de Descartes.
Esta amostra está atualmente em exposição no National Museum of Natural History em Washington, DC).
Outras provas relevantes:
As rochas trazidas da Lua e o que elas mostram
Durante as seis excursões do programa Apollo que pousaram na Lua, de 1969 a 1972, os astronautas coletaram 2.196 amostras de rochas e solo, como a da foto a seguir
Lapola explica que diversos estudos feitos por pesquisadores de diferentes países, inclusive da antiga União Soviética, analisaram o material e constaram que, de fato, são rochas lunares. Isso porque identificaram no material registros, que o astrofísico chama de "assinaturas", do impacto de radiações e ventos solares aos quais o planeta Terra não está submetido.
"Por não ter atmosfera, a Lua fica sujeita a um bombardeio de radiação enorme. Já a atmosfera da Terra protege o planeta dessa radiação", explicou Lapola. "Então, essas rochas lunares contêm as assinaturas da incidência dessas radiações. As rochas da Terra não têm isso".
A partir dessas evidências de radiação, prossegue Lapola, é possível avaliar a idade das rochas. Segundo ele explica, as datações batem com a teoria científica de formação da Lua, que remonta à origem do sistema solar como um todo, há cerca de 4,2 bilhões de anos.
Os vestígios das missões Apollo
Em 2008, Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) divulgou em um comunicado oficial ter registrado uma imagem deixada pelo pouso da Apollo 15 na Lua. O comunicado destacou que "este é o primeiro relato mundial da detecção do 'halo' por meio de observações após o término do programa Apollo".
Lapola explica que o halo é uma área circular mais clara ao redor do local de pouso, causada pela alteração das propriedades do solo lunar durante a descida do módulo lunar.
"Não seria mais interessante para qualquer país desmascarar uma suposta farsa americana?", questionou o astrofísico. "Olha, fomos lá ao local que dizem ter pousado e não encontramos nada'. Mas não é isso que acontece".
Mais tarde, após o lançamento da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, em 2009, foram capturadas imagens que mostram equipamento do módulo lunar da Apollo 15 deixado na Lua.
A instalação de espelhos refletores
Ramachrisna Teixeira destaca um outro fato: os retrorefletores deixados na Lua pelas missões Apollo são utilizados até hoje por cientistas do mundo todo para medir com precisão a distância da Lua da Terra.
"A partir desses 'espelhos' deixados no solo da Lua, pesquisadores realizam ainda estudos dinâmicos de forma mais realística e com mais propriedade, mapeiam e compreendem melhor o campo gravitacional tão intenso entre a Terra e a Lua e testam previsões da Teoria da Relativade Geral de Einstein", explicou o professor.
O reconhecimento da União Soviética à época
Outro fator é o próprio reconhecimento de autoridades da antiga União Soviética após o primeiro pouso na Lua realizado em 1969 pela Apollo 11. Há registro, por exemplo, de um telegrama enviado pelo presidente soviético Nikolay V. Podgorny ao presidente americano Nixon dando "nossos parabéns e votos de sucesso aos pilotos espaciais".
Já na edição de 24 de julho de 1969, o Estadão registrou uma manifestação do cientista soviético Leonid Sedov, que saudou o feito dos americanos com as seguintes palavras: "Os primeiros passos do homem na superfície da Lua serão inscritos nos anais do século XX como um acontecimento maravilhoso".